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sábado, 3 de novembro de 2012

Tua luz cintila

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*
Dar-te um abraço
sem nenhum espaço
para sentir
sem partir
todo meu desejo,
o que almeijo
quando cintila
com grandeza
o que rutila,
é o seu beijo,
e sentir o teu cheiro,
desta minha musa,
com sua luz difusa,
mas que me orienta,
acalma e afugenta,
toda solidão
e escuridão.
*
Ó! Dama te quero!
em teus braços espero,
seu rosto cintila,
a luz que ilumina,
meu coração
na imensidão...
seu cheiro sinto
me faz faminto
como a noite completa,
na Lua que desperta.
*
Wagner Correia
09/05/2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Desejo Mórbido

werewolf1 

Lua cheia cobre-me como véu,
E meu ódio edifica-se até o céu.
Inolvidável prazer obscurecido,
Do amor mórbido reaparecido.
Prurido do prazer na vulva infecta,
Objeto da carne com a língua se detecta.
*
Pobres mortais pela carne escravizados,
Na vaidade sendo ópios obstinados,
O poder sepulcral que dominam na disputa,
Em suas mentes inerentes na carne de uma puta,
Em que fazem guarida das frustrações numa vulva;
*
Uma bela dama da qual teu belo corpo desejo,
Tua silhueta e teu sangue, almejo,
Usar-te-ia somente como apetrecho,
Sentir o ventre adentro, enquanto olha-me com horror,
E rasgar-te, ver teu sangue rubro escorrer em tua dor;
*
Sejas seduzida mais uma noite, no calor dos seus hormônios,
Sejas uma vítima sem cérebro, induzida pelos vários pseudônimos,
Estereótipos medíocres, mas que vulgares se atraem,
Em tuas realidades cheias de máculas que se esvaem.
*
Enojem-se de mim seres inferiores,
Mesmo que de atroz seja meu ato,
Os meus atos diante de tuas vidas ainda são superiores,
Mas tuas tristes mentes fogem ao fato
De que os próprios mortais ainda são os destruidores;
*
Vivam no medo de ir ao inferno,
Vivam no engodo de ir ao céu
E alcançarem o paraíso eterno,
E a dor da ilusão cobrir como um véu.
*
Mortais descartáveis, os uso,
Faço o que quero e depois fora os jogo,
Somente quem merece sou obtuso.
E no ódio em que punirei faço julgo
Mortais de grande espírito pouparei,
Morram lutando de pé, pois se ajoelhados, pisarei!
*

 

Wagner Correia
14 de março de 2001

sábado, 7 de janeiro de 2012

De cima de um prédio

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Observo até o limite da visão,
...em cima de um prédio, no topo...

Entre meus dedos tenho uma rosa,
vermelha, rubra da cor do meu sangue,
que escorre por entre os dedos.
Um espinho furou-me,
e transpassou-me,
dói muito, mas não por fora,
o corte é pequeno não aparenta nada,
súbito sobe-me uma raiva,
induz-me a jogar a rosa,

...de cima do prédio, no topo...

Quase não há vento,
então posso observar atento,
a rosa a cair,

...de cima do prédio, do topo...

Uma gota de sangue a cair,
junto a rosa quando a jogo,
o sangue a cair,

...de cima do prédio, do topo...

a rosa a cair,
em um devaneio sem fim.
o sangue a cair, a rosa cair,
minha vida a Cair, a Dor a emergir,
observo a rosa cair,
cada vez mais longe,
distante, e o sangue escorre.
Ainda a vejo cair,
sem ao meu olhar fugir,

...de cima do prédio, de um topo...

existem pessoas abaixo,
em direção a elas,
...a rosa a cair,
no mesmo tempo em que
meu coração bate,
a rosa por fim cai,
e alguém assiste de longe,
a queda da rosa,

...de cima do prédio, do topo...

uma dama pega a rosa,
sente seu perfume inebriante,
e olha para cima,

...para cima o prédio, o topo...

ao longe me olha,
em um gesto, convida-me a devolver
a rosa que caiu,
ainda posso ver mesmo ao longe,
a rosa e a mulher,
e rutilantes raios de luzes entre ambas,
a rosa que caiu e a dama que sorriu,
desenhando em mim o amor inda,
permanecido pela esperança ainda.
Talvez pegue a rosa de volta,
talvez a cheire novamente,
mas meu sangue escorreu,
caiu e ninguém percebeu,
esvaiu-se no ar.
Precisa sacrificar,
derramar sangue,
para anular este fadário.
Irei, para a rosa pegar,
a rosa que caiu,

...de cima de um prédio, do topo...

e convidar a dama,
de um gesto tão generoso,
a comigo apreciar,
o horizonte até o limite da visão,
e talvez me animar,

...de cima de um prédio, no topo...

e ter em minhas mãos,
a rosa,
e também entre minhas mãos,
outra mão,
de pele lisa igual à seda
e ali ficar,
observar,
e a solidão
a jogar,

...de cima de um prédio, do topo...

para onde ninguém possa alcançar.

Wagner Correia
7 de fevereiro de 2001