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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Carta de amor de um Plebeu à Condessa

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                    I

Condessa de amor sem fim,
Fazes o coração
Parecer um oásis em mim,
No deserto da solidão;
        *
Minha amada imortal,
Do meu amor surreal;
Corresponda ao amor imenso,
Anulando o sofrimento intenso;
        *
Condessa, desejo teu beijo
E se não agradas o cortejo,
Permita ao menos sonhar
E para sempre te amar.
        *
Tantos sonhos já tive,
Tantos mundos já estive;
Mas nada como esse amor inefável
À condessa em meu oásis infindável.

                     II

O destino fez te conhecer ali
Apaixonando-me quando te vi,
E fez nos olhos teus ver,
Meu amor por ti, que teu deve ser.
        *
Não sou nenhum conde
Nem tenho títulos de nobreza,
Mas se o espírito for à fonte
Iguala-se ao teu título de Condessa.
        *
És bela como uma Fada,
E dança no oásis em meio ao nada;
Dentro do meu coração,
Irradiante de tanta paixão.
        *
Sei que talvez ame outro,
Mas será que ele merece teu ouro?
Amor de ouro que em meu ser rutila
Resplandece a escuridão e a esperança ilumina.
        *
Ninguém te amará como eu,
Mesmo sendo uma Condessa, e eu, um plebeu;
Dai-me uma chance de te amar
E por ti sempre irei sonhar...

 

Wagner Correia
15 de Abril de 2001

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Porto de Naus em mim

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Em um porto de Naus velhas,
parado estou a olhar,
um mar cheio de brumas
e um porto velho,
a solidão e o belo,
em minha mente aterrisadas...
        *
Olho como um passado,
uma Nau com um elo,
um pensamento no ar pairado,
um passado singelo,
sombras distantes,
sonhos conflitantes,
em desilusões infrigidas...
        *
Sou como uma destas naus,
velhas, sujas e amaldiçoadas,
cheias de calhaus,
mas outrora abençoadas,
velozes e privilegiadas,
fortes e potentes,
sem serem indulgentes
em brisas induzidas...
        *
Hoje não estão mais,
abandonadas em seus canais,
estão a envelhecer,
pela dor até o morrer,
foi-se toda a tripulação,
dissipada pela solidão,
em brumas doloridas...
        *
Esta Nau apenas precisa,
o que todo homem necessita:
Mastro e vela,
uma Deusa bela,
ornada na proa
para que ele emproa,
em jornadas seduzidas...
        *
Assim ventos soprarão,
velas ao mar,
impulsionando na imensidão
Nau a navegar,
e o destino a cultivar,
a jornada do capitão.
em aventuras como brisas...
        *
Passada a bruma,
prurido que se esvai,
logo o mar perfuma,
então esbravejai,
na proa esta a Deusa,
talhada como minha musa,
em madeiras lapidadas...
        *
Navegarei os sete mares,
sem temer as tempestades,
pois em minha proa tem,
aquilo que o mal retém,
o busto da Deusa,
talhada em sua beleza,
em ondas ornamentadas...
        *
As ondas a beijam,
como suave disfarce,
pensamentos a desejam,
sentir esta face,
como suave fantasia,
desfazendo a apostasia,
em anátemas esquecidas...
        *
Em endechas não navegarei,
Apenas trovas escreverei,
para esta terra encontrar,
nos confins do além-mar,
na infinita escuridão,
encontrar-me na imensidão,
em verdades incriadas...

Wagner Correia
9 de Janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chuva Seca

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Ando sozinho vago pela terra,
Nada conforta meu coração
Nem mesmo minha quimera;
Nesse devaneio sem fim,
Nesse escárnio da vida em mim,
Nada conforta a imensidão;
Alimenta-se de forma sutil,
Do meu sonho infantil.
        *
Amor imortal que mata o meu ser,
Saia de mim, deixe-me viver!
Mesmo que venha a sofrer...
...só quero andar sem parar,
...Sem rumo, sem lugar ou fim.
        *
Destino, guia-me e indica-me
O caminho do qual seguir,
E dizei-me o seguinte porvir
Do que fazerdes no fim;
Nessa caminhada de ilusões,
Nesse comboio de desilusões,
Na cruzada no abismo de vastidão,
Imensidão, precipício de sonhos.
        *
Na ponta do precipício estou a olhar,
Nos sonhos estou a me jogar;
Nesta última esperança intrínseca,
Inerente ao meu infeliz sonhar;
Nessa chuva fria e seca,
Que faz o horto de sonhos regar.
        *
Essas linhas não dizem nada,
Esse fraseado ilusório não representa nada,
Este sonho por esta busca,
Essa Deusa que me persegue
Nos meus sonhos de noite,
Não diz nada só está à atormentar.
        *
Parem! Eu vos imploro, deixe-me viver sem isso;
Se é que isto é viver...
Apenas me deixem em paz!
O que querem dizer através de sonhos?
Em ilusões belas ou pesadelos enfadonhos?
Até em meu lar vêem à assombrar;
Deixem-me só, como nasci, como vivi,
Como sofri, como senti em mim...
Se é que isto é querer...
                *
Na linhagem que termina,
Nesse ódio que fulmina,
Nessa tempestade de chuva seca;
Chuva de agulhas em meu peito,
Desafiando o meu preito
E que a minha única defesa
Tenho as palavras por escrever,
Onde exponho o que sinto,
E ninguém entende!
Só comenta e não compreende.

Wagner Correia
23 de abril de 2001

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pintura Metafísica

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Em meus sonhos te imagino bela,
Em minha alma, tenho medo;
Imagino você em uma tela,
Tento pintá-la, algo que não devo;
        *
Não quero ser mais um em sua vida,
Quero ser o arauto da sua alegria;
Anunciando o fim da solidão inda
Que tento desenhá-la, com maestria;
        *
Sei que está rodeada de gente,
No fundo ninguém te preenche;
        ...meu quadro é você com cores rubras...
        *
Rubra as cores do meu sonhar por ti,
Não sei quem és, mas logo digo o que senti.
        ...desenhei sua silhueta mesmo com penumbras...


Wagner Correia
8 de dezembro de 2000

sábado, 17 de dezembro de 2011

A mulher dona dos pensamentos e sonhos

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Em meus sonhos imagino vitória,
Em minha mente a planejo;
Nos meus sonhos não existe discórdia,
No meu pensamento desejo;
Nas minhas ilusões contemplo,
Na vida eu tento.
*
Minha mente está perturbada,
Meu coração está contemplando;
Minha cabeça não pensa em mais nada,
Meu amor está aguardando;
Na minha mente uma mulher é visualizada,
No que faz minha razão ser banalizada.
*
A quem devo tudo isso
Na mulher almejada!
Amor e Ódio são distorcidos
Na mente apaixonada;
Os pensamentos estão confundidos,
Por uma mulher privilegiada.
*
Ó redentora dos pensamentos e sonhos!
A ti é a quem suplico,
Meu coração já não liga aos outros,
Tu és a única a quem ligo;
Óh dei-me paz aos meus pensamentos,
E responda ao amor não correspondido.


Wagner Correia
13 de março de 2000